sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Primeiras letras

Vou republicar um texto que havia lançado aqui no Face por volta de uns quarenta minutos atrás, pois havia um erro na construção de uma frase. Pena que com isso os comentários dos meus pais tenham sido apagados também.

O que estou prestes a escrever eu já deveria ter escrito há muito tempo. Mas o brocardo nos lembra, com razão, que "antes tarde do que nunca".

Assistindo a um filme na noite de ontem, dei-me conta de que não consigo me recordar de nada relativo ao meu processo de alfabetização. Não me vem à mente sequer o nome nem a figura da pessoa (provavelmente uma mulher) que me ajudou a ler e a escrever.

Parecia-me tão natural o ato da leitura na minha vida, que a falta de curiosidade a respeito de quando, como e quem me alfabetizou me deixa completamente perplexo. Também me vi como um ingrato.

Este pequeno texto, portanto, vai como um pedido de desculpas pela falta de reconhecimento. Mas vai também como um agradecimento sincero, ainda que tardio, à professora "anônima" que me ajudou a decifrar e a fazer uso ativo deste sistema de códigos tão poderoso que é a língua portuguesa em sua modalidade escrita.


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Meus pais me ajudaram a recontar esse pedacinho da minha história. Disseram lá nos comentários da postagem anterior que minha primeira mestra foi a Prof. Eva do Colégio Santa Sofia em Garanhuns. Eva, tu me apresentaste a árvore do conhecimento, induziste-me ao pecado original das letras. Obrigado, Eva. És santa no meu panteão particular.

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