domingo, 31 de março de 2013

Espírito patriótico x espírito crítico

Cheguei atrasado uma vez numa aula da faculdade. Na ocasião, o professor estava falando com grande entusiasmo sobre o filósofo Walter Benjamin. Noutro momento, um professor diferente citou Jorge Luís Borges de maneira apaixonada. Em ambas as ocasiões meu coração bateu de modo diferente. O que mexeu comigo foi a esperança de que, devido aos seus nomes, estes autores fossem brasileiros. Mais recentemente, quando ouvi a notícia de que o novo Papa escolheu para si o nome de Francisco, por um instante de irracionalidade, achei que ele fosse brasileiro. É provável que o meu espírito patriótico se sobreponha ao meu espírito crítico e, no fundo, a influência de Galvão Bueno deve ter sido mais marcante sobre mim do que a dos mestres que tive na faculdade. Mas isto é uma confissão e não uma acusação.

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