segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Deambulações Pessoanoas


Em clima carnavalesco, isto é, de rebeldia, reviravolta e iconoclastia, proponho algumas variações a partir do cânone mor da poesia em língua portuguesa. Aos ortodoxos, lembro que

Nada vale a pena
Se a alma se apequena

De fato, é preciso navegar e seguir adiante. Aos que se agarram demasiadamente à autoridade das tradições, lembro que

Leve feito pena
É a alma não pequena

E isso é valido mesmo para aquele sobre cujos ombros pesa o remorso, pois é melhor que não pare de navegar, a despeito do passado. Insto-lhe:

Cumpre a tua pena
Que a culpa se apequena

E assim a vida segue num vaivém sem volta. Nem pior nem melhor, cada um segue sua sina nessa arca peregrina. Mas te aviso que

Se dos outros não tens pena
Tua alma é pequena

É o que tenho a dizer, mas se de mim discordas

Escreve, usa a tua pena
Se a minha é pequena

Nenhum comentário: