domingo, 19 de junho de 2011

Comercial da Coca-Cola e as falácias

"Para cada arma que se vende no mundo, 20 mil pessoas compartilham uma Coca-Cola. Existem razões para acreditar. Os bons são a maioria". Estas são as palavras que encerram um belíssimo comercial da Coca-Cola.

Acho belíssimo mesmo. O coro de crianças confere ainda mais beleza ao produto final. Porém, desconfio que algumas falácias sejam  usadas para seduzir-nos e comprarmos mais refrigerante.Quem foi que disse, a proposito, que o ato de compartilhar uma Coca-Cola torna as pessoas boas? Beber uma Coca com outras pessoas é um ritual de expurgo, é uma libação?

Ah, então deve ser o ato de compartilhar, independentemente do que se compartilha, que faz com que alguém possa via a ser qualificado como "bom"... Ora, todo mundo compartilha algo com alguém e nem por isso o mundo é cheio de beatos. Bandidos, inclusive, compartilham o espólio. Logo, tampouco é o compartilhar em si que faz com que as pessoas sejam boas.

Outra coisinha: será que é assim tão preto ou branco, tão isto ou aquilo, ou seja, bonzinhos e mauzinhos? Quem compartilha Coca é do bem. E quem compartilha Pepsi?

Mas o comercial é belíssimo e, creio, bem-sucedido ao atingir o objetivo de vincular valores positivos à marca da Coca-Cola (salvo para alguns chatos que ficam procurando defeitos onde se deveria apenas apreciar...).

Mas eu confesso: meu refrigetante favorito é a Coca-Cola
Link para o comercial

Diálogo entre um medievalista e uma pós-moderna

-Qual é, para si, o sumo bem?
- É o consumo, meu bem!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pequeno discurso contra a ideia que afirma a inexistência da verdade ou de verdade absolutas

É um fato que nos meios esclarecidos ou pretensamente esclarecidos na sociedade brasileira há uma crença que virou lugar comum e afirma a inexistência de verdades inquestionáveis. Um conhecimento rudimentar de lógica já denuncia a inconsistência desta asserção que deseja ter status de verdade.

Para além disso, todavia, vale lembrar que a constatação de que os conhecimentos estão em constante processo de elaboração e que não raro se contradizem, refazem-se, ampliam-se etc não pode ocultar o fato de que existem sim ideias que devem ser consideradas absolutas, sob pena de, não sendo assim, tudo se esvaziar de sentido e toda tentativa de afirmação cair num abismo sem fim.

Descartes já demonstrou, por exemplo, que existimos. Mesmo que estejamos iludidos ou enganados acerca da nossa existência, nós existimos, posto que para nos enganarmos, precisamos, antes, existir. Verdade inconteste. Se há esta, por que não haveria outras. Creio que as há.

Mais um exemplo de uma verdade que não pode ser contestada por nenhum ser em pleno exercício das suas faculdades racionais: o nosso corpo é mortal. Morremos e priu. Contra aqueles que tentam refutar isto alegando a ressurreição, lembro que a ressurreição apenas é possível após a morte física.

Evidentemente, esta lista de verdades incontestes pode e deve ser aumentada. Mas creio que os dois exemplos citados já são suficientes para refutar a afirmação irresponsável de que não há verdade, mas apenas verdades.

sábado, 4 de junho de 2011

...

ai, hoje não é um dia
se entre um instante
e outro vou adiante
sem topar em poesia

quinta-feira, 2 de junho de 2011

...

just take my heart
and make a meal
bite, bite it hard
before it turns unreal