sábado, 21 de novembro de 2009

"Ex-fumante receberá US$ 300 milhões" - Redução ao absurdo




Logo abaixo, segue a transcrição na íntegra de uma pequena reportagem do Jornal do Commercio de 21/11/2009.

A produtora de tabaco americana Philip Morris USA foi condenada por um tribunal da Flórida, nos EUA, a pagar US$ 300 milhões (cerca de R$ 513 milhões) a uma ex-fumante de 61 anos, que sofre de uma doença nas vias respiratória (sic). É a multa mais alta já pronunciada contra uma produtora de tabaco na Flórida. Cindy Naugle, que desenvolveu um enfisema, se desloca numa cadediras de rodas e precissa de assitência respiratória permanente. Ela parou de fumar em 1993, após 25 anos de tabagismo. A empresa anunciou em comunicado a intenção de "examinar" o veredicto, e considerou a multa "extremamente excessiva". Em março, a Philip Morris USA foi condenada a pagar US$ 145 milhões (R$248 milhões) à viúva de um ex-fumante.


Não creio ser justa a punição à empresa que produz cigarros pelo simples fato de que qualquer fumante conhece os riscos aos quais se submete (mesmo em 1968). Além disso, uma vez dependente químico, resta a possibilidade à pessoa de procurar assitência médica para abandonar o vício. O Estado, por meio do judiciário, não pode punir a indústria de cigarros por essas razões e, também, porque ele mesmo não pôde impedir o funcionamento da indústria tabagista. Para ser coerente consigo mesmo, o Estado deveria punir a citada empresa com a multa e com o seu fechamento definitivo. Mas não apenas isso. O Estado, em contrapartida, deveria impor a si mesmo uma sanção, a de indenizar todos os fumantes, bem como todas as indústrias que um dia obtiveram licença para produzir cigarros.

Um comentário:

Byers disse...

Eu penso que deve haver sim uma punição para a empresa, mesmo a vítima não ser tão "vítima" assim, pois quem induz ao ato de conhecer a droga lícita ou ílicita é sempre quem vende para, ou quem propriamente produz.

=D