sábado, 22 de agosto de 2009

La teta asustada


Se tivesse de rotular o filme "La teta asustada" com apenas um adjetivo eu não relutaria em classificá-lo com um genérico "belíssimo". Por sorte,todavia, não estou obrigado a limitar numa síntese qualquer todo o conjunto da obra. Por essa razão tentarei explicar brevemente o porquê de ter achado esta "película" "peruana" tão bela.

O filme desabrocha numa metáfora do processo de colonização ainda em curso. Os conflitos e as negociações entre as culturas ameríndia e européia são reeditados vigorosomante na vida de uma jovem cindida interiormente pelo embate entre o imaginário mágico ancestral e o imaginário eclético contemporâneo. E tanto num quanto noutro é sempre a mulher a sofrer o que neles há de pior. Pior que em vários e preciosos instantes é transubstancializado em beleza nas canções do filme.

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