quinta-feira, 26 de março de 2009

Slumdog Millionaire


Algumas palavras acerca de "Quem quer ser um milionário?". Se você, leitor virtual, ainda não viu o filme, não leia o meu texto.

Bom filme. Na verdade, na escala hierárquica dos adjetivos recomendada pelo meu Inmetro, ele me parece ser mais do que simplesmente bom e menos do que absolutamente excelente. Em suma, vale a pena (que é o ingresso caro) vê-lo na telona.

Vale a pena porque o Bem, no final, triunfa sobre o Mal. O feijão com arroz, essa fórmula antiga e tão nutritiva preparada pelos enlatados, se não mata, fortalece... Enfim, é possível perseverar na esperança. Se não está tudo bem, é porque o fim ainda não chegou...

Vale a pena também porque o filme é um passeio de trem por uma Índia que não passa na novela das oito. Vale ressaltar que os trens da índia são superlotados (talvez por isso Sheila tenha ficado nauseada).

Ainda vale a pena ver o filme porque ele é envolvente (o que não diz muita coisa). Envolvente porque ele faz com que nos ocorra, ao mesmo tempo, uma série extensa de sentimentos. É bem verdade que isto é já quase vulgar na sétima arte. De todo modo, nunca é demais sentir-se receoso, esperançoso, eufórico, enraivecido e outras tantas coisas concamitantemente. Qual a finalidade de buscar esse tipo de experiência? É possível que para uns, e talvez eu me inclua neste grupo, a película os ajude a (ir)romper (d)o letárgico compasso da vida. Bem, não sei se esta resposta satisfaz, mas o que me importa, e deveria importar aos meus leitores virtuais, é que o filme satisfaz de alguma maneira misteriosa a muita gente (sei que isso não é argumento, mas parece ser verdadeiro pelo menos para mim, arremedo de crítico!).

Mas não falei quase nada do filme. Nem o farei. Afinal, escrevo para quem o assistiu. Não vou desfiar o enredo para quem já o conhece. Mas pergunto para os tais espectadores, caros leitores meus: se Jamal tivesse errado a última pergunta, o filme teria sido tão agraciado na cerimônia do Oscar? Teria sido sequer indicado para concorrer a um prêmio que fosse em Hollywood? Eu confesso que não sei a resposta. Entendo pouco de cinema e ainda menos de realidades hipotéticas. Mas os leitores podem ser mais perspicazes do que eu...

Outra coisa digna de nota é a dança no final do filme. Já ouvi dizer que ela é uma lei, por paradoxal que pareça, consuetudinária nos cânones do cinema indiano. Isto me fez pensar que eu jamais poderia ser um astro de Bollywood.

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