sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prisão perpétua

Há criminosos a quem deve ser vetado para sempre a participação na sociedade civil. Quem, mais esxatamente? Qualquer um que tenha atentado contra a vida.
Creio até que é possível que se arrependam. De fato, às vezes é o que ocorre. No entanto, esse tipo de criminoso não pode nos convencer apresentando-nos como fiador apenas a si mesmo. Não nos devemos obrigar a assumir o risco de lhe conceder a liberdade, porque ele mesmo já assumiu o risco de perdê-la quando executou a ação criminosa.
Mesmo na hipótese de que o criminoso esteja completamente arrependido (o que nunca saberemos ao certo) a sociedade civil não pode ser penalizada ao tê-lo entre os demais cidadãos. Um estuprador arrependido? Um estuprador curado? Quem pagará para ver? Se quer se retratar, que trabalhe de graça na prisão até morrer.
É óbvio que algumas pessoas podem se recuperar. Mas em alguns casos é arriscadao demais a aposta nessa transformação. É lógico que o meu discurso estabelece uma hierarquia, uma escala de gravidade dos delitos. É inevitável. Insisto: crimes que atentam contra a vida devem ser combatidos com a extinção da vida civil dos seus autores. Outros tipos de crime não devem ter penas tão severas, naturalmente.
Um exemplo de ação abjeta que deve ser exemplarmente punida é a do famoso crime do colarinho branco (cometido exclusivamente por diplomados). Numa canetada são definidos - para o mal - os destinos de multidões. Pena merecida? Confinamento até o fim da vida. Como disse antes: é arriscado demais permitir a um pústula que se imiscua novamente na vida pública, por mais arrependido e santo que tenha se tornado. Santos e arrependidos, aliás, prezam bastante a culpa que sentem.

Um comentário:

Dodô disse...

Poxa, acabei de ver o filme sobre Santo Agostinho de Roberto Rosselini. No fim, tem uma citação de Agostinho sobre a prisão perpétua. Os tempos são outros, eu sei, mas a moral cristã trabalha com a regeneração, com o milagre da transformação. Realmente, uma pessoa que matou outras 15, dificilmente poderá dar provas de sua regeneração, mas outras, podem mudar de opinião sim. Eu mesmo já mudei de opinião sobre diversos assuntos. Acho que se o acusado conseguisse convencer a família da vítima de sua regeneração, este poderia ser solto. Enfim, é um tema bastante difícil. Apenas temo que após termos debatido tanto sobre o destino das leis, caiamos no velho código de hamurabi. Abraços e parabéns por lançar a polêmica!