domingo, 20 de janeiro de 2008

TÉDIO


Dou continuidade à limpeza da gaveta. Publico mais um poeminha sem muita graça escrito no ano que se foi (os anos nunca se vão completamente...). "Roubei" do Google a bela imagem que ilustra este post: http://aliceprina.files.wordpress.com/2007/06/tedio.jpg


Acompanhado pelo tédio
Tenho vivido os meus dias.
Mas não busco remédio:
Dele não tenho alergias.

O tédio me impulsiona
A rever e a planejar atos.
Não é uma atitude cafona,
Não é como viver entre ratos.

Afinal, da vida, que farei?
A dançar, talvez aprenda;
Talvez dite minha própria lei...
Lei sem sanção senão prenda.

E enquanto durar tal ânimo
O tédio fruirá seu repouso.
Então, revigorado, após o gozo,
Volverá a mim – magnânimo.

Jefferson Tadeu 25/08/2006

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