domingo, 20 de janeiro de 2008

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Para finalizar a limpeza da minha gaveta mágica, apresento aos leitores e às leitoras deste blog uma outra poesia surgida das minhas entranhas em 2007. Quero salientar que nem ela nem a anterior refletem o meu humor atual. Publico-as apenas porque nada tenho além delas para saciar o meu desejo incontido de expor qualquer coisa (sou filho da sociedade em que todos e todas querem os seus 15 minutos de fama!). O quadro que embeleza esta postagem - pra quem não sabe - chama-se "O Grito" e foi pintado pelo norueguês Edvard Munch.



Tintas que não sei pintar:
Arte que me falta à garganta;
Fome infinda, sede do mar;
Secura de voz que não canta.

A esterilidade é o meu desalento.
Dissonância e descompasso
Me roubam todo talento.
Deus meu! Que faço? Que faço?

06/2007

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