quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

As cores da gente



O simples também merece ser reafirmado. Por isso, digo: se gente fosse cor, não seria uma cor estabelecida para todo o sempre. As pessoas azuis, por exemplo, revelariam diferentes tonalidades de azul, a depender do dia e de outros tantos fatores.
A gente azul – ou de quaisquer outras cores – teria a mágica qualidade de não se apresentar apenas a partir de variadas matizes da referida cor. Poderia – algumas vezes quando quisesse, outras à revelia do seu querer – adquirir a pigmentação de todas as outras cores. Na verdade, a gente azul só é azul do mesmo modo que uma nuvem é uma baleia: alguns instantes bastam para que ela se transmute num golfinho ou num jacaré.

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